A CRÔNICA FRANCESA | UMA CARTA DE AMOR AOS JORNALISTAS

Wes Anderson é daquele tipo de diretor que tem sua assinatura identificada de longe. Quando você assiste um filme de Wes Anderson, você sabe que é dele, seja pela simetria, pelos tons pastéis, as cores saturadas ou até mesmo pelos movimentos de câmera. Ele deixa sua marca nas suas produções e “A Crônica Francesa” talvez seja o filme que mais tenha sua cara – e isso é, certamente, um elogio.

Em “A Crônica Francesa”, Wes Anderson junta duas de suas paixões, a França e o jornal tradicional The New Yorker, para contar um prólogo e três histórias que se passam na cidade fictícia de Ennui-sur-Blasé, uma espécie de Paris do século XX, que abriga a revista (também fictícia) “The French Dispatch”, comandada com muito amor por Arthur Howitzer Jr. (Bill Murray), que nutre por seus jornalistas admiração e respeito máximos. Além de Bill Murray, outros fiéis companheiros de Wes Anderson compõe o elenco estrelado, como Tilda Swinton, Owen Wilson e Adrien Brody, mas muitos outros astros se juntam a eles.

Depois de uma introdução da cidade de Ennui feita por Owen Wilson numa bicleta e num molde teatral, três histórias antológicas compõem o filme, cada uma contada por um jornalista da revista. A primeira é uma história de amor, loucura e arte narrada por JKL Berensen (Tilda Swinton) sobre Moses Rosenthaler (Benicio Del Toro), um artista condenado à prisão perpétua por homicídio e que compartilha uma paixão proibida com Simone (Léa Seydoux), uma guarda da sua prisão, enquanto isso outro preso (Adrien Brody) nota o talento nato de Moses e passa a agenciar o trabalho do artista. Logo depois temos a história que mais se aproxima de uma análise política, baseada nos protestos estudantis que ocorreram em Paris em 1968, Lucinda (Frances McDormand) é uma repórter que se envolve com o jovem rebelde revolucionário Zeffirelli (Timothée Chalamet) romanticamente e o ajuda a escrever um manifesto para defender o seu lado do protesto, além de Zeffirelli, muitos outros estudantes com histórias interessantes acabam tendo seu momento de destaque e profundidade na narrativa, como a jovem Juliette (Lyna Khoudri) e os jovens com ida iminente para guerra.

A terceira história talvez seja também a mais emocionante, principalmente por conta de seu final. O protagonista da vez é o jornalista Roebuck Wright (Jeffrey Wright), que tem a difícil missão de escrever um perfil sobre um famoso chefe de cozinha Nescaffier, mas acaba presenciando um crime durante o processo. Todas as tramas passam pelo crivo de Howitzer Jr., que à primeira vista parece exigente e rígido, mas logo se percebe que é uma pessoa muito querida por todos e o coração da revista.

As histórias são antológicas não somente pelo conteúdo de suas tramas, mas também no seu estilo, estética e sensação. Ainda que todas elas continuem sendo muito Wes Anderson até em suas divergências, o diretor faz uso de diversas técnicas de linguagens, intercala cenas em preto e branco com coloridas, animação com live-action e transforma o filme em uma revista viva. O roteiro é rápido e parece ter vida própria, os diálogos vão de simples a complexos e talvez, no final, você sinta a necessidade de assistir mais uma vez para ter certeza de que conseguiu entender e absorver tudo – ou pelo menos quase tudo, uma vez que o mais importante nesse caso não é de fato compreender, mas sentir aquilo que é passado.

Assim como as outras obras de Wes Anderson, em “A Crônica Francesa” nós também encontramos aquele fator de ame ou odeie, sem meios termos, mas levando em conta o talento de todo o elenco, a atração cativante de praticamente todos os personagens (e não são poucos) e as histórias cheias de significados escondidos nas coisas simples, o filme pode ser considerado um sucesso.

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