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Adaptar a história de um livro as telonas do Cinema não é tarefa fácil. Nem um pouco. Ainda mais quando se trata de um best-seller mundial como ” A Culpa é das Estrelas”, do escritor John Green. Para comandar esse desafio, foi escolhido como diretor Josh Boone.
Para quem se emocionou ao ler o livro, assistir ao filme de mesmo título é mais angustiante ainda, e isso se deve às atuações brilhantes dos jovens Shailene Woodley e Ansel Elgort, que vivem respectivamente os personagens Hazel e Augustus. Os olhares e emoções são transferidas para o longa de forma extraordinária pelos atores, agradando os leitores do best-seller e os espectadores que passam a conhecer a história através dos cinemas.
Até o momento de sua estreia, a espera por “A Culpa é das Estrelas” gerou apreensão, afinal os filmes do gênero, focados no público adolescente, são recheados de clichês, comprometendo o sucesso dos mesmos. Mas não é o caso desse longa.
O melodrama foca nos personagens principais, sem se aprofundar em temas superficiais que poderiam atrapalhar o conhecimento mais intenso sobre a personalidade do casal principal. Ao assistir a adaptação, o roteiro bem estruturado nos dá a oportunidade de conhecer a fundo a realista Hazel Grace e o otimista Augustus Waters, que lutam contra um fator cruel, que mina esse amor que um sente pelo outro, o câncer.
Hazel Grace é uma veterana na luta contra a doença, e possui uma forma madura de ver a morte. Já Augustus é um personagem bastante carismático e que luta para deixar a sua marca, por ter medo de ser esquecido após seu falecimento.
O único ponto negativo da direção de Boone é o esquema técnico de algumas cenas, em que a câmera percorre caminhos muito convencionais.
Se alguém tinha dúvidas do talento de Shailene Woodley e Ansel Elgort, depois de “A Culpa é das Estrelas”, não resta mais nenhuma delas. E se antes, mesmo com o sucesso de “Divergente”, em que os dois atuam como irmãos, o nome de ambos ainda não tenha se tornado tão forte, agora, depois de Hazel e Augustus, os dois passam a ocupar o estrelato do glorioso mundo do Cinema.
Outro grande ator que nos dá a honra de sua atuação é Willem Dafoe, que faz uma participação pequena, porém influente.
Lenços grandes e espessos devem ser usados ao acompanhar a história dos dois jovens, e sem dúvidas, eles sairão encharcados ao final da sessão. John Green, autor do livro em que o filme foi baseado, nos apresenta uma moral interessante. A vida de todos é constituída de aspirações, sendo nosso grande objetivo realizá-las até o fim dos nossos dias, e a grande culpa de, muitas vezes não conseguirmos auferir o que desejamos, é das estrelas, que nos induzem tanto a querer alcançá-las.

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