Belo, simplista e poderoso, “Minari” reflete sobre as nuances do amor

Para aqueles que ainda não sabem, “minari” é o nome de uma planta muito consumida na Coréia, também sendo o título de um dos filmes queridinhos do Oscar 2021. A obra conta a história de uma família coreano-americana que se muda para uma fazenda no Arkansas buscando uma vida melhor, sendo composta por pai, mãe, filhos e, por último, a recém-chegada avó materna. Pouco a pouco, entretanto, as coisas começam a mudar e a família começa a perceber que a vitória tão almejada não virá tão fácil assim.

Um dos grandes pontos positivos de Minari: Em Busca da Felicidade é sua leveza, conquistando o afeto dos espectadores por seus personagens de forma nada apelativa, fazendo com que cada um dos principais membros da família tenha seu destaque e, acima de tudo, uma história facilmente relacionável.

A mãe, Monica, interpretada com muita garra por Han Ye-ri, demonstra em cada momento do filme seu poderoso amor pela família, que para si é a maior prioridade. Fica evidente em cada fala, olhar e atitude da personagem que sua prioridade a família. Já o pai, Jacob, interpretado com excelência por Steven Yeun, ama a família o tanto quanto, mas acaba constantemente deixando seus sonhos e temores falarem mais alto do que suas noções de relacionamento familiar. Pouco a pouco o espectador é convidado a adentrar em sua mente, entendendo que tudo o que o personagem quer é conquistar o orgulho de sua família e lhes dar a melhor vida possível, mesmo que isso signifique ferir sua relação com cada um deles.

Através da trama que engloba ambas as figuras parentais deste núcleo familiar, Minari: Em Busca da Felicidade quebra pouco a pouco a noção do clássico sonho de vida americano, mostrando não ser tão fácil simplesmente conquistar a vitória baseada numa visão rasa de meritocracia. Mesmo batalhando e dando seu melhor, o personagem de Steven Yeun ainda se encontra em diversas encruzilhadas e acaba tendo que escolher entre o sucesso de sua fazenda ou o bem-estar de sua família, ponto o qual remete à obsessão pelo sucesso e a necessidade de conquistar a admiração e o orgulho daqueles ao seu redor. Em determinado momento do filme, o personagem indaga, com desespero: “Eles [meus filhos] precisam me ver suceder pelo menos uma vez na vida”, provando não ser uma obra composta de certos e errados, mas de nuances e sentimentos diversos.

Os dois personagens centrais da trama, entretanto, são o filho mais novo, David, e a avó, Soonja. Interpretado pelo adorável Alan S. Kim, David é o brilho do filme, certamente encantando o público com sua fofura e graça, sendo também o principal responsável por guiar o espectador na história, visto que boa parte da trama se passa através do seu ponto de vista. É dessa forma que um dos principais méritos de “Minari”, como um todo, é contar sua história de forma leve e mantendo a inocência, levando o espectador para vivenciar aquela trama como se fosse parte da família, sem deixar de refletir sobre assuntos sérios e noções importantes do mundo contemporâneo.

Já a avó, interpretada com maestria por Yuh-Jung Youn, chega como uma adição de suma importância à família ao ressignificar valores e tradições relevantes, relembrando a importância da simplicidade e de não se esquecer do que realmente importa: a família. A avó batalha para conseguir o carinho do neto, o qual ainda não conhecia, mas com o tempo cria uma forte relação de proximidade que torna o filme ainda mais agradável e encantador, podendo trazer a muitos espectadores memórias nostálgicas da infância que não mais voltarão, mas que sempre podem ser revividas.

Brilhantemente dirigido por Lee Isaac Chung, portanto, a obra vai muito além do simplista que aparenta e convida o espectador a passar algumas horas fazendo parte da família de imigrantes, trazendo uma visão leve e encantadora de uma vida simples que se mantém balanceada entre o amor e um sonho preestabelecido que, muitas vezes, não passa de uma mera e distante ilusão. Dessa forma, Minari: Em Busca da Felicidade apresenta uma belíssima – mas crua – visão da vida real, trazendo consigo as noções da valorização das pessoas ao redor e da importância de sempre ter a família em primeiro lugar.

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