A CASA SOMBRIA | SUSPENSE, LUTO, REVIRAVOLTAS E ÓTIMA ATUAÇÃO GARANTEM UM TERROR ASSUSTADOR

Uma das partes mais difíceis de se ter sucesso num filme de terror é criar um clima propício para a história do começo ao fim e isso Casa Sombria alcança sem problemas. Apesar de demorar um pouquinho para a história engatar de vez, a tensão e desconforto estão presentes desde os primeiros minutos e não decepcionam.

Rebecca Hall é Beth, uma professora que acabou de ficar viúva e passa a viver sozinha numa casa no lago que dividia com seu finado marido. Owen (Evan Jonigkeit), o marido em questão, cometeu suicídio com um tiro na cabeça dentro do barco do casal, sem qualquer explicação ou indícios. Solitário e de luto, Beth se recusa a sair da casa que dividia com Owen, casa essa pensada, desenhada e construída por ele e que é o centro dessa narrativa.

Ao mesmo tempo em que coisas estranhas começam a acontecer ao redor de Beth dentro da casa, ela descobre alguns interesses no mínimo curiosos de seu marido, que foram escondidos durante toda sua vida e sua desconfiança só aumenta quando encontra fotos de uma mulher muito parecida com ela no celular dele. Para completar, ela ainda encontra uma casa quase idêntica à sua e cheia de mistérios do outro lado do lago. É difícil falar mais do enredo além disso sem dar spoilers, então vamos parar por aqui.

Casa Sombria impressiona e convence como terror psicológico grande parte por conta do talento de Rebecca Hall. A atriz britânica se sobressai em tudo que faz, mas está particularmente bem retratando as emoções tão distintas de Beth, que com frequência variam entre raiva, luto, desespero e pânico e ditam o ritmo do longa sem deixar que o terror esfrie. Ela é o rosto do filme e sabe muito bem o que fazer com isso. O elenco de apoio também é de qualidade, mas nada se compara à Rebecca Hall em frente às câmeras.

David Bruckner (O Ritual) é o responsável pela direção e além de sustos que dão certo, cria também um clima de suspense se utilizando da casa e de elementos não-visuais (e o som é grande parte disso) para manter o mistério e o terror no ar através da história.

As emoções, sobretudo o luto, são as grandes antagonistas da história e ajudam na construção de um enredo bem-feito e instigante, cheio de reviravoltas. O único deslize, no entanto, está no desfecho. Embora as cenas finais não cheguem a estragar a experiência do filme, elas deixam a sensação de não estarem completamente conectadas com o restante da história e criam uma confusão que não tem o poder de deixar o desfecho mais interessante e sim mais confuso, de forma desnecessária. Ainda assim, Casa Sombria é um terror elegante e, de certa forma, até mesmo sofisticado, assim como os outros filmes do gênero, aqui os clichês também existem, mas são usados com inteligência e sutileza, casando com a narrativa.

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