CLONE WARS 8? “THE BAD BATCH” TENTA SER INDEPENDENTE, MAS NÃO CONSEGUE

As animações já estão estabelecidas no universo de Star Wars há muito tempo. Mesmo antes do popular seriado “Star Wars: The Clone Wars”, outros personagens já haviam ganhado uma versão animada, como Boba Fett, os Ewoks e os carismáticos R2D2 e C-3PO (algumas produções podem ser encontradas na área “vintage” de Star Wars no Disney+). Os escolhidos da vez são os clones da República Galáctica autointitulados “The Bad Batch” (os “mau feitos”, em tradução livre).

A série tem a proposta de acompanhar este grupo de clones, dos quais quatro foram modificados geneticamente para formar um esquadrão de elite com habilidades especiais, quando o Império Galáctico assume e decide que eles devem serem caçados pelo baixo nível de obediência do grupo. Todos esses personagens já foram apresentados ao longo das 7 temporadas de “Clone Wars”, mas a ideia vendida é que você não precise ter de assistir o seriado precedente para acompanhar a série, mesmo que um conhecimento geral sobre Star Wars ajude, aos mesmos modos de “The Mandalorian”. Talvez essa independência não seja tão impendente assim. Confira abaixo as nossas impressões dos primeiros episódios.

(na dúvida, confira um artigo especial com os episódios de Clone Wars para ver antes da nova série.)

Mesmo seguindo os eventos diretos de “Clone Wars”, e com uma introdução que remete a esta transição, “The Bad Batch” tenta traçar o seu próprio caminho e mesmo com pouca inovação na narrativa, mostra-se muito promissora. A roteirista Jennifer Corbett, responsável pela série infantil e de pouca repercussão “Star Wars: Resistence”, mostra que também consegue escrever tramas mais maduras e elaboradas, e conta com Dave Filoni para ajudá-la a se aproveitar do rico material do seriado precedente.

O primeiro episódio da série, um especial de 70 minutos, é extremamente animador por ser contextualizado com os eventos de um filme live-action (“A Vingança dos Sith”) e mostrar, de uma forma muito inteligente, o lado “clone” da Ordem 66. A escolha de clones modificados, porém, não foi nada arbitraria e ajuda a dar uma “gambiarra” na história apresentada até então para termos personagens mais interessantes para contar a história deste ponto de vista. Por outro lado, a inserção da personagem Ômega é um escorregão considerável, por estabelecer uma dinâmica de “paternidade” bastante cliché no cinema e na TV, e que inclusive já foi muito explorada nas últimas temporadas de “The Mandalorian.

Um trunfo sutil, mas importante, de “The Bad Batch” em relação a “Clone Wars” é a linearidade da trama, pois precisamos concordar que “Clone Wars” era uma verdadeira bagunça. E sem a necessidade de uma narração frenética para nos atualizar do que está acontecendo, o segundo episódio começa dando uma pisada no freio e, talvez, se antecipando demasiadamente. O resgate de mais um personagem secundário de “Clone Wars” retoma amarras que haviam sido muito bem cortadas no especial de 70 minutos e mostra que talvez o seriado seja tão independente assim, por mais que tenha se vendido deste modo. E assim como já previsto no episódio anterior, há uma “forçada de barra” para apresentar elementos de paternidade entre um dos personagens e a nova garota. O que será que nos espera nos próximos episódios?

“The Bad Batch” começou muito bem, mas ainda precisamos de mais alguns episódios para bater o martelo se a proposta é de um seriado independente ou se estamos apenas assistindo a oitava temporada de “Clone Wars” com um outro nome. Novos episódios chegarão nas próximas 14 semanas no Disney+.

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