COM UMA ENERGIA CONTAGIANTE, SEGUNDA TEMPORADA DE “HIGH SCHOOL: A SÉRIE – O MUSICAL” COMEÇA MUITO BEM

“High School Musical” chegou às telinhas no auge do Disney Channel (e da TV por assinatura). Um filme despretensioso e leve que foi um tremendo sucesso instantâneo entre as crianças e teve duas continuações, um spin-off e uma turnê de shows. Mesmo com um bom resultado final e apesar das músicas originais contagiantes, o longa abusava dos clichés e das inspirações em “Grease”. Em 2019, 13 anos depois, na maior era de falta de criatividade da indústria do entretenimento que nos entope de reboots e remakes de produções outrora consagradas, chegava ao novíssimo serviço de streaming “Disney+” um seriado inspirado em “High School Musical”, com um nome pouquíssimo convidativo “High School Musical: A Série: O Musical”.

Indo na contramão das probabilidades, o seriado conseguiu apresentar uma premissa original pois não se tratava de uma continuação ou remake. Ao longo de 10 episódios acompanhamos as desventuras de um grupo teatral que quer levar ao palco um musical inspirado no longa de 2006, já que eles são alunos da escola que cedeu o espaço para as gravações do filme original anos antes. Mesmo abusando, ainda mais, dos clichés e dramas adolescentes e com um excesso de canções originais, a primeira temporada traça um caminho próprio que a distancia seja dos longas de “High School Musical” como do recente sucesso “Glee”, seu ponto de comparação mais óbvio.

Se na primeira temporada, os criadores e roteiristas conseguiram dar uma identidade para “High School Musical: A Série: O Musical” (sério, precisamos de um nome melhor), a segunda temporada consegue, mais uma vez, fugir do óbvio na trama principal e agora o mesmo grupo de jovens terá o desafio de levar para os palcos do colégio o musical “A Bela e a Fera”, sucesso tanto nos cinemas quanto na Broadway. Com um contexto muito bem estabelecido, a escolha do musical parece muito natural na condução do seriado e, inclusive, é muito empolgante para os entusiastas de musicais.

A energia dos jovens atores (e cantores) é muito contagiante (talvez até mais que nos longas originais de “High School Musical”) e todos os covers que acompanhamos no primeiro episódio são realmente excelentes. Os fãs de “A Bela e a Fera” certamente vão se deliciar ao reconhecer as primeiras notas das músicas que marcam o longa dos anos 90 e acompanhar as performances inusitadas dos “Wildcats”.

As músicas originais estão presentes novamente nesta nova temporada, mas mesmo com belas melodias e belas letras, ainda falta um pouco de criatividade para inseri-las na trama. A opção de apresentar uma justificativa para cada momento musical é algo pouco comum em musicais clássicos, onde os personagens saem cantando do nada, e aqui talvez fosse a melhor opção a ser seguida, pois é pouco crível a quantidade de canções escritas pelos personagens para declarações de amor ou amizade.

Se em “High School Musical” a atuação de Vanessa Hudgens como Gabriella era um dos pontos mais fracos do longa, sua personagem equivalente na série, Nini, interpretada por Olivia Rodrigo, é sem dúvidas a parte mais sem graça da produção para o streaming. Um conjunto de más escolhas para o roteiro com um amadorismo de Olivia tornaram a personagem tão descartável que nesta temporada sua personagem foi enviada para outra cidade se distanciando do grupo teatral, e assim, da produção de “A Bela e a Fera”. A escolha foi assertiva e deu a possibilidade de explorar melhor a atuação dos jovens, que mesmo em seus roteiros clichés e “estilo Disney”, conseguem entregar ótimas interpretações.

Alguns críticos, em 2006, destacaram que um dos pontos fortes de “High School Musical” era como o longa não precisava de sexo, drogas e violência para contar sua história. E novamente este é mais um trunfo do seriado, que não precisa de polêmica para contar uma história. Ao contrário, logo nos primeiros episódios da nova temporada a trama transparece um senso de responsabilidade para os adolescentes e pré-adolescentes que a assistirão, sem moralismo hipócrita ou “lacração” (vale ressaltar que o seriado traz uma diversidade enorme, porém feita de forma muito natural e sem forçar a barra).

Mesmo para quem nunca viu os filmes, e mesmo para quem nunca viu a primeira temporada da série, os primeiros episódios da segunda temporada são absolutamente contagiantes e são uma ótima opção para toda a família. É claro que é conteúdo destinado aos jovens, mas não significa que alguns temas não possam trazer uma nostalgia aos mais velhos, dando ainda mais valor a produção.

“High School Musical: A Série: O Musical” estreia sua segunda temporada no Disney+ em 14 de maio, sexta-feira, com novos episódios toda semana! Não perca!

E se você é superfã de High School Musical, não deixe de conferir os produtos da franquia na Amazon aqui: https://amzn.to/3uF1qmL! Roteiros, CDs, DVDs dos filmes e livros derivados!

Não quer perder nenhuma notícia? Siga o nosso perfil no Twitter!

A sequência de "Scooby!" já está em desenvolvimento!

"Hotel Transilvânia: Transformonstrão" foi adiado para outubro nos EUA. Apesar de provável, não temos notícias do adiamento aqui no Brasil também. Filme deveria estrear em julho.

INVASÃO SECRETA | Em entrevista, #EmiliaClarke disse que vive em constante medo de revelar algo sobre seu personagem sem querer. Seriado ainda conta com Samuel L. Jackson, Ben Mendelsohn e Olivia Colman e chega no ano que vem ao #DisneyPlus.

Em entrevista, Michael Waldron (co-roteirista de Doutor Estranho 2) disse que a pandemia permitiu que ele e Sam Raimi deixassem o filme ainda mais assustador.

#JuliaStiles, atriz conhecida por "10 coisas que eu odeio em você" e a franquia "Bourne", dirigirá seu primeiro filme, um drama romântico chamado "Wish You Were Here".

Primeira imagem da Supergirl em "The Flash", de Andy Muschietti.