“ESCAPE ROOM 2” EMPOLGA COM SUA CRIATIVIDADE MAS SE PERDE NA PRÓPRIA HISTÓRIA

Após o sucesso do terror “Escape Room” em 2019, a sequência chamada “Escape Room 2 – Tensão Máxima”, volta aos cinemas para continuar a sua história.

O novo filme dirigido mais uma vez por Adam Robitel e roteiro de Bragi Schut, traz alguns atores já conhecidos do primeiro filme como Taylor Russell interpretando Zoey e Logan Miller como Ben. Além disso, novos personagens são apresentados para participar dos jogos macabros.

O enredo do filme foca no grupo de seis pessoas que se encontram presas em uma nova série de escape rooms buscando o que elas têm em comum para sobreviver e descobrindo que todos já jogaram esse jogo antes.

“Escape Room 2 – Tensão Máxima” segue a fórmula do primeiro filme ao apresentar cenários super empolgantes, que realmente prendem a atenção do espectador.

São salas imersivas que tem como propósito testar os instintos de cada pessoa e também a sua inteligência, conseguindo o efeito de transmitir o desespero dos personagens por sua sobrevivência.

Ainda carregando aquele ar de filmes de quebra-cabeça como “Jogos Mortais” (2004), o novo longa-metragem foge de cenas sangrentas, seguindo com a ideia de apresentar um terror bem mais familiar, onde o foco está mais no terror psicológico dos participantes.

Mas mesmo trazendo momentos empolgantes, a história perde o seu rumo mais para o meio da narrativa, onde até a reviravolta que o filme traz acaba sendo fraca. Esse problema no roteiro de Bragi Schut acontece também no primeiro filme, onde o último ato já não consegue sustentar a trajetória de toda a história apresentada. É mostrado personagens muito interessantes, existe uma dinâmica que funciona entre eles e os jogos, mas não consegue escapar dos clichês narrativos dos filmes de terror.

Além disso, um grande incômodo que “Escape Room 2” traz é a necessidade de querer explicar tudo para o espectador, como por exemplo, usar excessivamente cenas de flashback para justificar algum diálogo ou situação. Essa síndrome do filme de mastigar todas as informações parece até um insulto à capacidade do espectador de entender detalhes tão fáceis de absorver.

E quando o filme chega a sua conclusão, já está óbvio o que vai acontecer, deixando aquela sensação de que o filme novamente não soube trabalhar a sua própria temática.

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