F9 | NOVO “VELOZES E FURIOSOS” FAZ SUAS PRÓPRIAS REGRAS E LEVA FRANQUIA PARA OUTRO NÍVEL

Esqueça tudo que você aprendeu na escola sobre leis da física. Aproveita e ignora também qualquer ideia do que pode fazer ou não fazer sentido. Pronto, agora você está mais do que pronto para aproveitar Velozes e Furiosos 9 (ou F9, como ficou conhecido) em toda sua extravagante glória. F9 faz suas próprias regras e elas servem perfeitamente o universo que foi criado.

Assim que saí do cinema, apenas uma palavra me veio em mente para descrever esse filme: corajoso. Coragem, que pode ser descrita também como “cara de pau”, mas sem qualquer conotação negativa. Justin Lin, que já havia dirigido 4 outros filmes da franquia, incluindo o quinto filme aquele do Rio de Janeiro, que desviou definitivamente das corridas de rua, levando a franquia a outro nível com espiões e tramas globais, sobe o nível mais uma vez com o F9.

O filme começa com um flashback de uma corrida de stock-car no final dos anos 80. O piloto, que estava liderando a corrida para no stop-pit e conversa com seu filho, um Dom Toretto mais novo e menos musculoso, mas seu filho mais novo, Jakob, também está presente e quando o pai sofre um acidente fatal numa curva, Jakob é culpado por Dom de estar envolvido no acidente. Essa acusação cria uma distância entre os irmãos que acabam levando vidas distintas e sem qualquer tipo de relação, e cria também o novo vilão.

Depois do flashback, nossa história começa com Dom vivendo uma vida no campo, afastado da sociedade e na companhia de seu filho Brian e Letty, mas sua calmaria é interrompida quando Roman, Tej e Megan aparecem em sua fazenda de surpresa e com uma missão: o Sr. Ninguém teve seu avião foi derrubado enquanto carregava a vilã Cipher (Charlize Theron) e uma arma superpoderosa e supersecreta.

Já nessa missão eles descobrem que Jakob (John Cena) se tornou um espião e, junto com o bilionário Otto, é o responsável pelo sequestro do avião e essa é a primeira grande cena de ação do filme, que acaba com Jakob dirigindo seu carro para um precipício e estacionando num avião – tudo isso no ar, é claro, mas isso é só o começo.

Eu não conseguiria descrever o que acontece nas próximas 2 horas de filme se eu quisesse. De cenas de luta à drama familiar e até personagem ressuscitado, tudo é maior e mais grandioso em Velozes e Furiosos 9. As mulheres têm, provavelmente, o melhor tratamento dentre os filmes da franquia, e são as principais responsáveis por encaminhar a trama da espionagem e da arma super misteriosa, além de terem cenas de luta tão empolgantes quanto impossíveis.

Tej (Ludacris) e Roman (Tyrese Gibson) ficam com o alívio cômico, mas mais importante, são responsáveis pelo momento mais… corajoso do filme (e olha que tiveram vários, mas vários mesmo). Por motivos vilanescos, Dom e sua trupe são obrigados a parar um satélite para parar o mundo e a solução encontrada por eles é ir para o espaço destruir o tal satélite, a ideia em si já é bem absurda, mas estamos falando de Velozes e Furiosos então, naturalmente, eles vão para o espaço num carro. Sim, eles colocam um motor de foguete num Chevy Pontiac (e não se pergunte o porquê, nós abandonamos qualquer noção antes de começar, lembra?) e Tej e Roman vão para o espaço, dentro do carro-espacial. Elon Musk sonha.

Outra situação inusitada, mas que cai como uma luva, é a participação breve, mas incrível, de Helen Mirren, que aparece como uma velha conhecida de Dom e dirige – bem veloz – um carro esportivo pelas ruas de Londres enquanto veste um salto alto, ou seja, não tinha como essa participação dar errado.

F9 define um novo ritmo para a franquia, que ainda tem mais 2 filmes a caminho, e define também que o céu é o limite. A impressão passada por Justin Lin é que eles já não se levam mais tão a sério assim, mas o resultado dessa decisão é bom. Muito mais ação, muito mais drama e flashbacks, explosões e carros (quase) voadores, total desprendimento das leis da física. Enfim, a gente já sabia, mas agora está mais que confirmado, Velozes e Furiosos criou um mundo seu e as corridas de rua já são coisa do passado, mas o novo caminho pode ser ainda melhor. Ou pelo menos tão bom quanto um filme da franquia pode ser.

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