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O Mestre do Suspense, Alfred Hitchcock, se supera nessa obra. Destaque para a atuação brilhante de John Dall, que incorporou impecavelmente um verdadeiro psicopata cínico e frio.

Brandon e Philip, os protagonistas do filme, assassinam David, pelo prazer de tirar uma vida, e conseguir então realizar um crime perfeito. E resolvem dar uma festa a ocasião, não implícita aos convidados, seus amigos e família, que achavam ser uma reunião como qualquer outra, e servem a comida em cima de uma arca onde o corpo da vítima está escondido, representando quase um ritual, como é dito.
Os diálogos, que são feitos de modo tão impecável, tornam o filme ainda melhor, o que é algo único, considerando que é uma obra que tem como ambiente apenas um lugar – um apartamento, tendo característica também atuações com certo caráter teatral, devido ao tipo de filmagem do filme, dando um ar de suspense excepcional.
É de suma importância citar que no debate que acontece entre os personagens e os convidados, sobre assassinatos, é mencionado o filósofo Nietzsche, que em uma das suas obras fala sobre uma classe de humanos que seriam os super-homens, estando acima de outros seres humanos devido a qualidades intelectuais próprias e superiores, e por isso, teriam mais poder sobre os dominados. Uma película que aparenta ser simples, mas com traços complexos e filosóficos.

Por Camila Bonfim.

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