FILHOS DO ÓDIO | OLHAR PARA O PASSADO PARA CORRIGIR O FUTURO

“Filhos do ódio” conta história real da luta contra o racismo no Sul do EUA

Os casos de violência racial nos Estados Unidos, ainda em 2021, são frutos de um preconceito estrutural e revanchismo da Guerra civil americana que não aceitou a abolição dos escravos após a derrota dos estados do sul.

Os perdedores perderam a possibilidade de terem escravos negros, mas não o poder político de segregar os negros na sociedade. Organizações supremacistas brancas como a Ku Klux Klan sempre tiveram uma forte força política em estados como o Alabama.

Nos anos 60, a luta pelos direitos civis ganha força por conta de episódios racistas no sul do EUA como agressões de fiéis em igrejas batistas e prisões de negros por não cederem lugar em ônibus para brancos.

Neste contexto, o Jovem Bob Wellner brilhante estudante da universidade do Alabama e filho de um pastor decide encontrar um grupo religioso negro para uma atividade acadêmica. Sua ação foi mal vista pela cidade e ele e seus colegas são convidados a saírem da instituição acusados de incitar o movimento negro.

O longa “Filhos do ódio”, que chega ao Brasil diretamente nas plataformas digitais, conta a história baseada em fatos de Bob Wellner (Lucas Till) descobrindo que a inércia de brancos que não faziam nada contra a violência do racismo era uma forma de prolongar o ódio por gerações. Vindo de uma família tradicional da KKK ele rompe com sua “lógica” familiar para fazer o que acreditava ser o certo e passa a ser um ativista importante da causa e o primeiro secretário negro do Comitê Coordenador Estudantil Não-Violento.

Com Produção Executiva de Spike Lee, vencedor do Oscar de roteiro adaptado por “Infiltrado na Klan” e com um grande histórico de filmes sobre a luta racial no EUA, o drama é preciso ao recriar cenas de ataques racistas que chocam mais pelas semelhanças entre os argumentos usados pelos supremacistas nos anos 60 e os discursos políticos dos dias atuais.

A fotografia é competente em explorar os cenários rurais americanos mesmo diante de uma produção enxuta. O elenco sem grandes nomes também não compromete, com destaque para uma das últimas participações de Brian Dennehy, morto no ano passado, no papel do avô de Bob que era membro da KKK e para Shamier Anderson que equilibra bem o tom do seu personagem. 

Uma história importante de luta por igualdade que deixa claro que estar neutro diante de situações de completa desumanidade é sim um posicionamento e dos mais perigosos a longo prazo.

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1. A série é uma continuação/reboot do filme de 1989.
2. Josh Peck não supera Tom Hanks, claro, mas manda muito bem.
3. Não tem como não se apaixonar pelo Hooch.
4. Mesmo abusando dos clichês, a série é divertida.
5. Estreia amanhã no Disney+.

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