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Dono de um estilo de dinâmico e peculiar, totalmente fora dos moldes hollywoodianos, George A. Romero, mais conhecido como o “pai dos filmes de zumbi” saiu de cena neste domingo, 16 de julho de 2017, aos 77 anos, perdendo sua batalha contra o câncer no pulmão, e deixando uma vasta e verdadeira obra de clássicos aterrorizantes, a começar pela sua principal obra “A Noite dos Mortos – Vivos” de 1968. Após o grande sucesso, outros filmes do mesmo gênero tiveram o seu esperado sucesso, independente de crítica, como “O Despertar dos Mortos” de 1978, “Dia dos Mortos” de 1985, “Terra dos Mortos” rodado 20 anos depois do último e dois filmes em sequência, “Diário dos Mortos” em 2007 e “A Ilha dos Mortos” de 2009, sendo este seu último filme.

Além dos filmes de zumbi, Romero também dirigiu outros clássicos aterrorizantes como “O Exército do Extermínio” de 1973, o interessante “Martin” de 1978 e o trash  “Creepshow – Show de Horrores” de 1982.

Era notável que, embora talentoso, George A. Romero era paciente até demais quando o assunto é sobre sua obra de terror, não tendo a menor pressa para aumentar sua obra. Para muitos fãs e críticos, tal despreocupação nada mais era do que mera negligência ou desinteresse uma vez que, no tocante aos filmes de zumbi, a evolução dos monstros e o segredo sobre a infecção que trazia os cadáveres de volta à vida estava perto de um esclarecimento mas, seja lá qual seria a justificativa de Romero para desvendar tal mistério, acabou aparentemente morrendo com ele, para desespero dos fãs. Muitos acreditam que o desinteresse do diretor em finalizar obra de zumbis se deu pelo surgimento de varias e varias produções sobre o gênero, incluindo a  franquia “Resident Evil” e a tão bem sucedia série “The Walking Dead”.

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Curiosamente, George A. Romero nunca quis realizar uma obra cinematográfica ao estilo padrão de Hollywood e isso foi claramente assumido por ele em várias entrevistas, talvez pelo fato de seus filmes fazerem sucesso considerável mesmo com tão baixo orçamento.

Outra curiosidade sobre este mesmo fato é que Hollywood nunca resistiu à obra deste grande diretor, refilmando vários de seus filmes como “Despertar dos Mortos”, “O Exército do Extermínio” e o próprio “A Noite dos Morto – Vivos”.

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Independente do gosto do público ou da crítica, George A. Romero é sem dúvida um verdadeiro gigante dos filmes de terror que se despede do seus fãs deixando intactos o considerável respeito e admiração dos mesmos. Para estes mesmos fãs, resta acreditar na fantasia e esperar que seu grande ídolo retorne dos mortos como o mais grandioso e incrível zumbi para continuar a sua obra tão maravilhosa e magnífica obra.

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