“O DIREITO DE VIVER” | FILME TRAZ VISÃO CONSERVADORA SOBRE CASO QUE LEGALIZOU O ABORTO NOS ESTADOS UNIDOS

O novo longa-metragem “O Direito de Viver” produzido, escrito e dirigido por Nick Loeb e Cathy Allyn, acende a discussão sobre o aborto ao trazer um filme polêmico focado na histórica decisão do caso “Roe v. Wade” na Suprema Corte em 1973, que legalizou o aborto nos Estados Unidos. O filme mostra figuras reais que participaram do caso, prometendo provar como houve manipulação na decisão jurídica.

O caso é linha de discussão até hoje entre os americanos, principalmente, para os ativistas de movimentos pró-vida (contra o aborto), que não aceitam a decisão e lutam para reverter a lei, onde diante da dificuldade de invalidar a decisão completamente, muitas regiões conservadoras do país passaram a buscar outras formas de limitar o acesso ao aborto.

A história do filme é narrada pelo futuro ativista antiaborto, Dr. Bernard Nathanson (Nick Loeb) que ganhou notoriedade justamente por realizar abortos, que juntamente com uma líder feminista se unem à causa e decidem processar o governo dos EUA. Só que para o processo dar resultado, eles precisam de uma gestante que aceite ser a vítima do sistema. Um grupo de ativistas percorre os EUA e encontra a pessoa para a ação: uma jovem pobre e cheia de problemas. Eles dão à moça o nome Jane Roe e processam Henry Wade, o promotor público de um condado de Dallas.

Logo de vista, percebe-se que a parte técnica do filme acerta e erra em alguns pontos. É inegável como a direção de arte é totalmente detalhada e a fotografia setentista do filme é ótima, mas são desvalorizadas pela montagem confusa que não trabalha bem a narrativa não linear do roteiro.

O filme tem o uso exagerado da figura do narrador e de freeze-frames, que estão presentes em todo o filme para explicar eventos pontuais do caso, essa escolha deixa o ritmo do filme muito lento e totalmente cansativo.

Outro grande incômodo são as atuações melodramáticas e diálogos cafonas de todo o elenco, como o personagem do advogado Robert Byrn (Joey Lawrence), onde suas falas são apenas  citar algum pensador importante como Gandhi ou Benjamin Franklin, para justificar seus discursos pró-vida. Ou até a falta de boas performances de nomes já conhecidos do cinema como o veterano de Hollywood e pai de Angelina Jolie, Jon Voight, que faz o juiz Burguer e não entrega nenhum grande momento; e a atriz Stacey Dash – a eterna Dionne do clássico adolescente “As Patricinhas de Beverly Hills”- entrega uma personagem aparentemente forte por ser a primeira negra a se formar em medicina em Harvard, mas é ofuscada por um roteiro que só a coloca como sua grande conquista ser contra o feminismo.

É preciso reconhecer a coragem dos diretores Loeb e Allyn de realizar um projeto abertamente imparcial sobre um assunto tão polêmico como é o aborto, mas eles pecam ao optar em mostrar cenas que causam desconforto e impacto no público, como a cena dos policiais carregando baldes com partes de fetos para fora de uma clínica de aborto ou quando resolvem dar uma aula de como é feito o procedimento clínico. Esse tipo de abordagem soa apelativa, não construindo uma linguagem cinematográfica de qualidade.

Além disso, é visivel como “O Direito de Viver” fica preso em provar de que o movimento pelo direito ao aborto foi uma campanha financiada e manipulada pela mídia e Hollywood, o que deixa a narrativa totalmente conservadora e sem uma finalização coerente.

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