SINOPSE PEQUENA

Que o Cinema brasileiro tem se destacado, não há dúvida. Filmes rodados na região do Nordeste têm arrastado multidões aos cinemas do mundo todo nos últimos anos.

Não é exagero. Exemplo disso são filmes como “Central do Brasil”, “O Auto da Compadecida”, “Abril Despedaçado”, “Eu, Tu, Eles”, “Cinema, Aspirinas e Urubus”, “Febre do Rato”, “Cine Holliúdy”, “Tatuagem” dentre muitos outros. Mas, ultimamente, muitos dos filmes gravados no Nordeste, que têm se destacado, são os pernambucanos. Eis o caso do aclamado mundo afora, “O Som ao Redor”.
O filme mostra o desconforto da classe média alta num bairro de Recife. Não só do Recife, mas qualquer outra cidade de qualquer lugar do planeta, com personagens reais (que podemos dar de cara em qualquer esquina). Pode ser considerada uma obra simples, madura, impressionante, mas acima de tudo, humana. De tão humana, que o espectador se pega entrando na intimidade dos personagens.
O estreante Kleber Mendonça Filho dirigiu uma obra contemporânea que faz o espectador se colocar na pele dos moradores, por conhecer o cotidiano de cada um e por vezes faz lembrar do ótimo filme argentino “O Homem ao Lado” (embora sejam histórias distintas, mas que abordam temas como o incômodo da vizinhança e do barulho urbano). “O Som ao Redor” entrou na lista dos dez melhores do ano (ficou em nona posição) no respeitado jornal The New York Times e recebendo elogios por diversos críticos de Cinema, sendo laureado com prêmios importantes (principalmente nas categorias de melhor filme e prêmios de críticas internacionais).
O longa conta com três nomes de peso no elenco, Irandhir Santos (do excelente “Tatuagem”), Maeve Jinkings (que estreou nos cinemas em “Falsa Loura”) e o ator, escritor e cordelista Waldemar José Solha (que atuou em “Bezerra de Menezes”) mas consegue destacar também atores secundários (e desconhecidos). Embora tenha sido cotado para ser indicado na categoria de filme estrangeiro no Oscar (o mesmo aconteceu com o filme “O Palhaço”, de Selton Mello em 2012), não chegou a ser indicado, como já se esperava.
Mas, quem disse que pra ser um bom filme, precisa ser indicado em alguma categoria do Oscar ou custar caro? O orçamento de “O Som ao Redor” foi de apenas R$ 1.860.000 e conseguiu ir além de suas pretensões, além de conseguir envolver e prender o espectador.

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