O ÚLTIMO MERCENÁRIO | VAN DAMME SE REINVENTA E MOSTRA QUE AINDA CHUTA BUNDAS COMO NINGUÉM

Os filmes de ação dos anos 80/90 revelaram grandes estrelas do gênero como Jean Claude Van Damme. E ser um astro de único gênero tem uma limitação e um peso difícil de encarar. O ator teve inúmeros problemas pessoais no início dos anos 2000 e ficou esquecido por Hollywood por anos. O tempo chegou, e ele é implacável. Aos 60 anos JCVD se mostra em forma, mas tá longe de ser o Kickboxer de outros tempos. Se reinventar é um caminho.

E o melhor jeito de recomeçar é ter orgulho do passado e reverenciá-lo entendendo que o mundo mudou. Em “O último mercenário”, produção francesa da Netflix, ele é Richard um ex-membro do serviço secreto francês que ao descobrir que o filho está sendo perseguido pela máfia, resolve emergir das sombras para protegê-lo.

O diretor David Charnon, que também assina o roteiro, cria uma comédia de ação que brinca com os estereótipos do cinema hollywoodiano dos anos 80 e 90 e não desperdiça a capacidade da estrela de entregar boas cenas de ação. Como se fosse uma versão europeia de True Lies, o longa faz uma boa conexão de aventura, ação e comédia.

O elenco pouco conhecido fora da França mostra bom entrosamento, entrega boas risadas e um bom timing para comédia. O roteiro propositalmente raso nos faz refletir o quanto nós não questionamos isso nessas produções dos anos 80 e o sombrio e realista às vezes torna tudo cinza e chato demais.

Essa sintonia do elenco bem diverso, como Hollywood não conseguia fazer no auge do sucesso de Van Damme, rende bons momentos cômicos. E o diretor mostra sensibilidade para entender o que os fãs dos filmes do ator gostariam de ver e traz um fan service justo e digno com direito até a um easter egg do pôster do “Último Dragão Branco”. Uma reflexão que o filme traz é a falta de renovação no cinema de ação que deixa claro que o último mercenário é único pela falta de novos heróis de ação.

O longa da Netflix acerta em apostar em Jean Claude Van Damme que mostra que tem o carisma e a versatilidade que Jackie Chan mostrou em diversas produções que misturavam bom humor e cenas de ação. Essa fórmula pode ser um bom caminho para o serviço de streaming que sem a força dos grandes estúdios que criaram seus serviços precisa apostar no carisma de estrelas combinado com uma capacidade única que a Netflix tem que é fazer um filme francês ter uma linguagem global e alcance de blockbuster. Trata-se de um movimento interessante que mostra uma conexão com público bem mais amplo do que aqueles que interagem nas redes sociais da empresa.

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