SHANG-CHI E A LENDA DOS DEZ ANÉIS | HERÓI CARISMÁTICO E LUTAS IMPRESSIONANTES AUMENTAM AS EXPECTATIVAS PARA FASE 4 DA MARVEL

Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis é um dos filmes mais esperados do ano e o primeiro da Marvel a ser lançado exclusivamente nos cinemas desde o começo da pandemia, com poucos minutos de filme já fica bem claro que a espera valeu à pena e o valor do ingresso também.

Shang-Chi nasceu na China e viveu lá até que sua mãe faleceu, o deixando com seu pai Wenwu (Tony Leung), um milenário vilão chefe de um exército violento – e também o possuidor dos Dez Anéis, sua maior fonte de poder. Ainda jovem Shang foge de seu pai e vai para os EUA, mais precisamente São Francisco, onde vive uma vida absolutamente normal como manobrista, bem longe de tudo que aprendeu na infância e sob o nome Shaun. Sem família nos EUA, Shang é acompanhado de sua melhor amiga e colega de trabalho, Katy (Awkwafina). A vida de Shang vira de ponta-cabeça quando ele é perseguido por membros do exército de seu pai que estão à procura de um pingente usado por Shang como presente de sua mãe. Shang e Katy vão para China e conhecemos mais sobre a história de Shang e todo seu potencial, numa trama envolvente e pé-no-chão ao mesmo tempo que impressionante.

Já ficou claro que ninguém sabe fazer um universo cinematográfico compartilhado como a Marvel, apesar de alguns deslizes, mas uma das melhores coisas sobre Shang-Chi é a falta de conexões excessivas com as outras obras do UCM. Você não precisa ter assistido todas as dezenas de filmes de super-heróis que vieram antes para aproveitar a experiência de Shang-Chi 100%, na verdade você não precisa nem gostar da Marvel ou de super-heróis no geral, se você é fã de artes marciais ou de uma boa história de ação, esse filme também é para você. Ao mesmo tempo que carrega alguns elementos típicos da Marvel, como os alívios cômicos, as cenas pós-créditos (tem duas, fica até o fim que vai valer à pena!) e o excesso de CGI, muitas vezes é fácil de esquecer suas raízes e encarar como um filme independente, isso porque ele é, mas também serve para dar um deslumbre do potencial que a Fase 4 da Marvel tem.

Esse é o primeiro filme da Marvel com um protagonista asiático e, considerando o histórico da Marvel em suas HQs, isso poderia ter tomado um caminho não tão acertado, mas o modo como a cultura asiática é representada e, sobretudo, respeitada é um grande gol do estúdio, com diversas referências e protagonismo, já que grande parte do elenco (muito talentoso, por sinal) e não somente o personagem principal é de origem asiática. O elenco, inclusive, talvez seja a minha parte preferida do filme. O ator sino-canadense Simu Liu traz uma verdade e carisma para Shang que o transforma em um dos heróis mais fáceis de se gostar, mas também temos Awkwafina no papel de Katy, ela é responsável por grande parte do humor do filme (que não é pouco) de uma forma leve e hilária sem nunca passar do ponto.

A trama não é complexa ou super genial, mas sua inteligência está em saber transformar um enredo simples em algo divertido e especial. O vilão apresentado é um dos elementos mais interessantes, trazendo uma dualidade difícil de equilibrar, mas que convence. Ele é um violento conquistador, mas também um marido amoroso e romântico, seu objetivo nem sempre vem de um lugar negativo, mas seus meios para alcançá-los nunca são muito ortodoxos e, no final das contas, é difícil odiá-lo.

O que impede que o filme chegue mais perto de ser perfeito é também um dos fatores que mais o aproximam dos demais títulos da Marvel: a quantidade de CGI. Principalmente quando chegamos nas principais batalhas finais, o excesso de efeitos especiais nas paisagens acabam distraindo dos incríveis movimentos de artes marciais que estão sendo desenvolvidos, se ao menos os cenários fossem mais naturais, as cenas poderiam ser melhor aproveitadas.

Não existe um avanço do ponto principal da era Vingadores, mas abre portas para uma fase 4 diferente de tudo que já vimos, com possibilidades de levar o estúdio Marvel a novos patamares. Com tanto hype em cima de filmes como Homem-Aranha: Sem Volta para Casa e até mesmo Eternos, que estreiam no final desse ano, é injusto que Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis não receba o mesmo nível de atenção, mas independente de qualquer coisa, é certamente um dos melhores lançamentos da Marvel.

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