Song of the Sea

SONG

“Song of the Sea” é mais do trabalho fantástico do diretor Tomm Moore, responsável também por “The Secret of Kells”.
Seguindo o mesmo estilo e linha, a animação é focada na figura da mãe perdida – que é meio humana, meio foca, uma criatura conhecida como “Selkie”. Em uma noite, ela desaparece em meio às ondas, deixando seu marido e dois filhos, Bem e Saiorse, em busca de muitas respostas.
A história é uma homenagem à cultura Celta e possui muitos aspectos da cultura irlandesa que, a princípio, podem parecer comuns para os que não a conhecem. Além disso, o filme segue uma linha diferente das animações americanas, já que possui inúmeras “fórmulas” que o espectador precisa desvendar para compreender toda a animação em si.
Para as crianças, o filme é encantador e até “mágico”: os desenhos parecem ser feitos à mão, com pinturas em aquarela, totalmente diferente das animações totalmente computadorizadas.
Não somente isso, outro diferencial do filme é a música: instrumentos raramente ouvidos, letras gaélicas e versos inspirados totalmente na cultura irlandesa (o que, particularmente, acho encantador). O papel da música do filme é um dos mais importantes – Saiorse não fala, mas ao tocar sua flauta, ela cria outra linguagem para se comunicar.
Embora muitos possam questionar o final do filme, ele é um retrato perfeito do estilo de Tomm Moore com toques de conto de fadas.

Escrito por: Júlia Miozzo
 

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