VENOM: TEMPO DE CARNIFICINA | MENOS AÇÃO E MAIS DIVERSÃO FAZEM UMA SEQUÊNCIA MELHOR QUE O ORIGINAL

Venom, o filme que mostra a origem do simbionte que já havia feito uma aparição nos cinemas em Homem-Aranha 3 e lançado em 2018 conseguiu, ao mesmo tempo, ser um sucesso de bilheteria e um fracasso de críticas, se tornando um dos filmes da Marvel com maior rejeição entre críticos e fãs. Apesar de não ter odiado o filme, confesso que nada nele me inspirou qualquer vontade de assistir uma sequência, mas a bilheteria mundial quase bilionária foi o sinal verde que a Sony precisava para dar uma continuação à história de Eddie e seu simbionte Venom, o que, no final das contas, se provou uma ideia não tão ruim assim.

Venom: Tempo de Carnificina continua pouco tempo depois de onde o primeiro filme parou. Eddie Brock tenta sucesso na sua carreira de jornalista escritor, não mais na frente das câmeras, enquanto aprende a dividir sua vida com Venom, o maior desafio sendo a dieta do simbionte que tem se alimentado apenas de frango e chocolate, mas quer mesmo é comer carne humana, apesar de se contentar com carne de humanos ruins, pelo menos.

Tentando equilibrar seu novo estilo de vida, tudo vai por água abaixo quando, cumprindo a promessa do final do primeiro filme, Eddie vai entrevistar Cletus Kasady no corredor da morte e depois de uma confusão o condenado é “infectado” por Eddie e Venom e desenvolve seu próprio simbionte, mais violento e vermelho que Venom, o Carnificina. Diferente de Eddie e Venom, que só nesse segundo filme começam a aprender a conviver na presença constante um do outro, Kasady e Carnificina são como carne e unha desde o princípio, aumentando o perigo para a outra dupla de humano/simbionte.

Diferente da maioria dos filmes de super-herói, Eddie não tem que salvar o mundo de uma super ameaça que promete acabar com toda vida na terra. Venom: Tempo de Carnificina é muito mais leve que isso, preferindo (acertadamente) ir pelo caminho da comédia e focando na relação entre Venom e Eddie. Venom, inclusive, foi “humanizado” nessa sequência, principalmente por haver um simbionte com intenções muito piores que a sua, mas também por ter muito mais voz e exigir que suas vontades também sejam levadas em consideração. É claro que a falta desse super perigo iminente (e a classificação indicativa ser de apenas 14 anos) acaba fazendo com que a parte da ação deixe um pouco a desejar, mas não perde nada na questão de entretenimento.

Enquanto o primeiro filme tenta ser muitas coisas e falha em quase todas, a sequência não se leva tão a sério, e consegue atingir seus objetivos mais modestos quase sempre. A relação entre Eddie e Venom, é divertida de se assistir, e Tom Hardy (que também esteve envolvido no roteiro) parece estar numa posição muito mais confortável dessa vez, sem cenas exageradas como a cena do restaurante do filme original. O vilão de Woody Harrelson (que ficou perfeito no papel) também se encaixa bem na trama, apesar de sua motivação não ser muito bem explicada.

As personagens femininas continuam sendo um problema na narrativa. Anne, a ex-noiva de Eddie está de volta num papel absurdamente secundário, que nos faz perguntar por que diabos uma atriz do porte da Michelle Williams aceitou voltar à produção e uma nova personagem foi apresentada, a Frances Barrison (Naomie Harris), conhecida nos quadrinhos como Shriek. Ela é uma mutante que namorou Kasady quando jovem, mas não muito da personagem é apresentado além de seu relacionamento amoroso e um pouco de seu superpoder.

Muitos acreditam que Venom não precisava de uma sequência, e talvez isso seja verdade, já que o filme não se mostra indispensável, a não ser pela cena pós-crédito que abre caminhos muito interessantes para o futuro, mas considerando a história de origem meia-boca apresentada no primeiro filme, essa sequência descomplicada e divertida (mesmo que ainda tenha suas falhas, que não são poucas) acabou se provando uma boa ideia.  

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