WHAT IF…? | COM PROPOSTA PROMISSORA, SÉRIE É FEITA PARA OS FÃS MAIS FISSURADOS

Depois de 13 anos, 24 filmes e 3 seriados, o Marvel Studios adentra o mundo da animação para nos dar um vislumbre do multiverso que está por vir. “What If…?” é a primeira série de animada do estúdio de Kevin Feige, e sem dúvidas é um dos maiores acertos do ano. Tivemos a oportunidade de assistir os 3 primeiros episódios e a sensação de “quero mais” fica ao final de cada um deles. No total, serão 9 episódios para a primeira temporada e mais 9 em uma segunda temporada, já confirmada pelo estúdio.

Não fica claro se os acontecimentos de “Loki” são os desencadeadores das tramas de “What If…?”, mas isso não importa muito, dada a presença de Uatu, um Vigia. Tais criaturas já haviam dado as caras em “Guardiões da Galáxia Vol. 2” (2017), e nada mais são do que seres onipresentes do multiverso Marvel. Na série, Uatu serve simplesmente como um narrador que dá sentido a tudo o que é apresentado e não dá indícios de que terá alguma participação maior do que isso, afinal um dos slogans da série é que o Vigia não interfere, não pode interferir e não interferirá.

No início de cada episódio, Uatu nos apresenta a versão de algum momento que já conhecemos e mostra o ponto decisivo em que uma pequena mudança de comportamento de um personagem muda os rumos dos fatos que conhecíamos até então. Dado todo o conceito do seriado, em nenhum momento existe preocupação em situar o espectador com muitos detalhes, sendo que desta forma ele se estabelece como um conteúdo mais direcionado para os fãs mais fissurados da Marvel, e que assistiram de fato todos os filmes e séries. Sinceramente, caro leitor, não acredito que os conteúdos resumidos da série “Lendas da Marvel” disponível no Disney+ seja o suficiente para situar alguém pouco familiarizado com o MCU.

Cada episódio se desenvolve de uma forma um pouco acelerada, pois sem dúvida cada um deles tinha história o suficiente para 2 horas ao invés de somente 30 minutos. Dentre os episódios que já assistimos, o segundo (dedicado à uma versão alternativa do Star Lord) foi aquele com o tempo mais adequado para a trama proposta, enquanto o terceiro (dedicado a estabelecer uma realidade onde Loki conquista o planeta Terra) foi o mais acelerado.

Vale comentar também que todos os episódios são repletos de boas surpresas, que não foram reveladas em trailers ou vazamentos. Dada a divulgação pesada (e com spoilers) do primeiro episódio nesta semana pela própria Disney, posso comentar que quando o assisti não fazia ideia que Steve Rogers iria usar uma armadura feita por Howard Stark e lutar lado a lado com a Capitã Carter, e arrisco dizer que foi a mais leve das surpresas. E aproveitando para comentar sobre este episódio, o desenvolvimento da relação entre Peggy e Steve é o melhor já visto até então, e com certeza é o ponto alto do episódio de estreia de “What If…?”.

E para destacar os melhores pontos dos episódios seguintes, sem estragar a experiência de ninguém, limito-me a dizer que no episódio 2, onde temos uma versão alternativa da história de “Guardiões da Galáxia” (2014), o ápice é um vilão muito conhecido que nesta realidade não ficou tão mal assim. Enquanto no episódio 3, que sem dúvida é uma surpresa completa, vale destacar a própria trama, que prende a atenção mais do que qualquer outro episódio e se mostra muito inteligente e bem escrita.

Nestes três episódios, cada história se desenvolve de uma forma completamente independente, mas prestando bastante atenção no trailer já é possível notar que os personagens, em algum momento, irão se encontrar para enfrentar uma grande ameaça, possivelmente em um episódio de uma realidade paralela dos acontecimentos de “Os Vingadores” (2012).

O visual da animação é incrível, pois consegue fazer uma interessante mescla entre 2D e 3D, criando uma identidade para a produção. As cores são muito bem trabalhadas em cada episódio para você facilmente fazer um paralelo com história dos filmes que você já assistiu e desenvolvem ali de um outro modo. Contudo, deve-se ressaltar um ponto muito negativo do seriado: a dublagem. A ausência de sincronização do movimento da boca com os vocábulos pronunciados foi uma constante em todos os episódios que foram assistidos, e em muitos momentos pode incomodar muito quem está acostumado a assistir conteúdos com o áudio original. Em 2021, é realmente uma desagradável surpresa esta falta de cuidado em uma animação.

Em relação às vozes dos personagens, já era sabido que Robert Downey Jr., Chris Evans, Scarlett Johansson e Tom Holland não retornariam para seus personagens e o diretor da série comentou em entrevista que nesses casos eles buscaram os melhores imitadores que conseguiram para manter uma familiaridade entre o público e os personagens. Pelo o que ouvimos no trailer, o dublador de Tony Stark consegue se aproximar um pouco da voz de RDJ, e pelo primeiro episódio fica muito claro que o imitador de Chris Evans é um grande dublador, já que quase não é possível dizer que não se trata de Evans dublando Steve Rogers. Ainda não tivemos a chance de ouvir o Homem-Aranha de “What If”, mas infelizmente a Viúva Negra não traz nenhuma lembrança sonora da voz de Johansson.

“What If” é uma porta que se abre para o Marvel Studios, tanto em formato de conteúdo quanto em possibilidade de tramas, e é indispensável para qualquer pessoa que se diz fã da Marvel. O seriado estreia em 11 de agosto, somente no Disney+.

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Nem assistimos "#LegoStarWars: Contos Aterrorizantes", mas já amamos as referências. #StarWars

De acordo com alguns vazamentos, a duração de #HomemAranhaSemVoltaParaCasa é de 2 horas e 37 minutos. #SpiderManNoWayHome

Apresentando... as #DCFanDome Fridays! Para te contar tudo sobre isso, trouxemos ele mesmo: Jim Lee 🙌