NEYNosotros,EllosyYo

Falar de qualquer momento histórico ou geográfico do Oriente-Médio é discorrer horas de questionamentos e dados. Fora que para algumas pessoas rola aquele gostinho por defender algum dos lados envolvidos num território que é o barril de pólvora do mundo. Com uma geografia que dividiu o povo árabe em tribos discordantes desde a antiguidade, e atraiu a atenção de nações ocidentais imperialistas por suas reservas de petróleo infindáveis. Inglaterra, França, a ex-URSS e Estados Unidos também fazem parte desta história. Não dá para apontar o dedo preconceituoso a uma facção extremista, ou homem-bomba sem entender o porquê do ódio existente entre irmãos, pois sim, Palestinos e Judeus brigam porque são uma família disputando a casa do pai.

A formação do estado de Israel beneficiou o povo judeu pós-guerra e segregou os Palestinos sem controle de suas fronteiras, afinal eles na prática não tem uma pátria e estão sendo ocupados por uma força hegemônica militar e econômica patrocinada pelo ‘Tio Sam’.

Nós, Eles e Eu1

Sabendo desses poucos detalhes importantes que dividem dois povos e fomenta conflitos sem fim, podemos falar do instigante filme do diretor argentino Nicolás Avruj, argentino-judeu de uma família que defendeu o sionismo na América do Sul. Com muita humildade e um curioso cuidado, o jovem diretor expõe no documentário os dois lados. Durante o ano 2000 esteve em Israel descompromissadamente para visitar amigos, quando se deparou com o retorno da Jihad, uma nova revolta palestina contra o controle de Israel.

A câmera invade desde Tel Aviv, com seu conforto econômico de uma classe alta letrada, até as ocupações na fronteira de Gaza, o pior lugar para um judeu como ele estar, por isso mesmo se identificou como repórter argentino para obter sinceridade na casa dos palestinos onde se hospedou. O que encontrou foi um ódio herdado por gerações, pois nem mesmo os palestinos conseguem descrever em poucas palavras porque existe o separatismo entre os seguidores de Maomé e Moisés.

Nós, Eles e Eu2

A única coisa que entendem é que a guerra está no sangue, e que mesmo com paus e pedras devem lutar contra um exército. Vemos muita ternura e simplicidade nos personagens palestinos como pessoas comuns, assim como um jovem judeu que confessa ao diretor que se tornará soldado israelita e de forma quase simpática diz que se encontrar com os antagonistas os matará.

Para nossos olhares “civilizados” essas declarações parecem loucura religiosa, mas o documentário apresenta dados suficientes para entendermos que tudo não passa de um louco jogo político de séculos que dificilmente se extinguirá, e se acontecer, os custos serão graves somente para os dois povos envolvidos.

A produção é um grande convite aos interessados em saber das grandes vergonhas mundiais, e que reconhecer o outro é parte de conhecer a nós mesmos. Um grande filme.




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