Enfim chegou a semana dos namorados. O amor está no ar, no rádio, na TV e nas peças publicitárias. A todo instante nos deparamos com presentes e promoções para inflamar a paixão nos casais apaixonados. Mas nem todo mundo passa o dia dos namorados ao lado do seu grande amor.

A arte imita a vida, e assim como acontece no cinema, alguns casais precisam aprender a lidar com o fantasma do relacionamento à distância. Dia dos namorados a parte, eu sou mais uma destas pessoas que vivem há quilômetros de distância do seu grande amor – 409 km pra ser mais exato.

Mas este texto não foi feito apenas para externar minhas frustrações de não tê-la comigo neste domingo, e sim pra dividir com vocês o que o cinema me ensinou a respeito de amores distantes. Se a vida imitará a sétima arte me presenteando com um final feliz, de preferência queimando a última faísca ao lado dela, bem velhinho em algum lugar sobre o por do sol da Toscana, eu não sei. Mas eu sei que o cinema pode ser uma forma divertida de lidar com as milhas que nos separam.

Quem ama à distância, sabe que conversar pessoalmente é um luxo, pelo menos, nos dias de hoje, não precisamos depender apenas do carteiro, há vários meios de comunicação, e com toda a certeza a internet é uma forte aliada nesta batalha para manter a chama acesa. O filme ‘Mensagem pra Você’ traduz mais ou menos este sentimento. Na trama o casal de protagonistas interpretados por Tom Hanks e Meg Ryan se conhecem em uma sala de bate papo – vamos esclarecer uma coisa aqui, eu a conheci em um show, ok?! – e é através da rede que todo amor ganha forma e vai se desenvolvendo.

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Obviamente à comédia romântica é cheia de reviravoltas previsíveis entre os casal protagonista. Mas isto não muda o fato de que ferramentas como Skype, Whatsapp e Facebook, facilitam um pouco a vida de quem está longe.

Mesmo assim amar quem não está por perto é o mesmo que deixar sempre pra depois, o que você quer agora. É usar de todos os meios possíveis e impossíveis para se fazer sempre presente, mesmo através de uma carta, um e-mail ou em pensamentos. É aprender a ter paciência e sapiência.

E falando em paciência é impossível não lembrar do personagem Noah vivido por Ryan Gosling em ‘Diário de uma Paixão’. No longa Noah e Allie (Rachel McAdams) se conheceram nas férias de 1940 e se apaixonaram loucamente, infelizmente para o casal os pais da moça foram contra o relacionamento e os separaram. Por um ano inteiro Noah escreveu cartas para Allie sem uma única resposta sequer, mas isso não os impediu de viverem o grande amor a qual estavam predestinados.

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Quando se está longe e mesmo assim se ama tão intensamente, o impossível torna-se palpável, você se apega a ideia de que mesmo sendo difícil, é possível apostar nisto. Como dizia o poeta Vinicius de Moraes: “todo grande amor, só é bem grande se for triste“. E convenhamos, nada como um pouco de “draminha” aliado a um final feliz para dar mais sabor a nossa vida.

É mais ou menos esta a trama de ‘Simplesmente Acontece’. O filme conta a história de Rosie (Lily Collins) e Alex (Sam Claflin), amigos de infância inseparáveis, contudo uma bolsa de estudos os separa. Porém, mesmo distante, e com cada um dando rumo a sua vida, a amizade se transforma e amor e faz com que eles cometam uma sucessão de erros em nome dessa paixão inesperada.

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Outro filme que explora bem a vida de casais qe vivem separados é ‘Loucamente Apaixonados’. De maneira sutil o filme explora diversas situações do cotidiano de quem vive longe da pessoa amada. A questão financeira, o ciúmes, a dificuldade de lidar com a saudade, os questionamentos que nos fazemos o tempo todo, sobre se vale a pena arriscar. Sem dúvida dentre todos os filmes citados aqui é o que melhor explora o tema.

Só quem vive um amor a distância sabe como é ruim brigar e não poder se abraçar após as pazes. Como é complicado por a criatividade a prova em datas importantes, como aniversários e coisas do tipo. É um eterno exercício de paciência. Porque não é fácil lidar com uma saudade que parece ser impossível de controlar.

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Mas no fundo também é muito gratificante. Porque só distante você realmente aprende o significado da palavra confiança. Você descobre que realmente há prazeres que só valem a pena com uma única pessoa. A escassez de beijos, cheiros e toques, tornam tudo isso mais especial ainda quando se está perto. E quando você finalmente os têm em excesso, trata-os com a preciosidade que merecem.

Não há amor perfeito, seja ele próximo ou distante, provavelmente nenhum amor preencherá as nossas expectativas. Mas se pudermos lidar com as nossas diferenças – e a distância -, talvez não encontremos o amor perfeito, mas pelo menos podemos viver um amor real.

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